No entendimento sobre a evolução das crenças humanas sobre a vida após a morte, argumenta-se que as primeiras noções de céu e inferno eram projeções materialistas, reflexo do desenvolvimento moral e intelectual de cada povo. As recompensas e punições futuras eram imaginadas com base nas experiências terrenas, como a abundância de caça ou torturas físicas. O inferno cristão é uma herança direta e até exagerada do inferno pagão, com sua ênfase no fogo e no sofrimento corporal. Argumenta-se que o Mestre dos mestres, Jesus, diante da incapacidade de seus contemporâneos de compreenderem conceitos puramente espirituais, absteve-se de detalhar a vida futura, deixando ao tempo a tarefa de refinar essas ideias. A crença em um destino fixo e eterno é criticada por impossibilitar o progresso da alma. Em contrapartida, a frase "Há muitas moradas na casa de meu Pai" é apresentada como uma revelação que substitui a visão binária de salvação ou danação. Essa nova perspectiva introduz a idei...