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A liberdade do maçom começa no pensamento: Um olhar além das correntes.

 

Homem integral Divaldo Franco

Na Maçonaria, a verdadeira evolução do maçom não se dá por títulos ou cargos, mas pelo domínio de si mesmo, pois a liberdade real não está na rebeldia ou na força, mas na consciência, na ética e na verdade interior. O maçom, como buscador da luz, entende que romper correntes externas é inútil se ainda estiver acorrentado internamente pelo orgulho, vaidade ou ignorância. A liberdade sem responsabilidade gera caos; a liberdade consciente, evolução. O uso da palavra, do pensamento e da ação deve sempre refletir equilíbrio e justiça. A pedra bruta só se transforma em cúbica quando o ser se liberta do ego.


Assim está em um trecho do livro “ O homem integral”, psicografado por Divaldo Franco, onde se lê: Sentindo-se coarctado nos movimentos, o animal reage à prisão e debate-se até à exaustão, na tentativa de libertar-se. Da mesma forma, o homem, sofrendo limites, aspira pela amplidão de horizontes e luta pela sua independência. [...] A liberdade começa no pensamento, como forma de aspiração do bom, do belo, do ideal que são tudo quanto fomenta a vida e a sustenta…” O maçom busca a liberdade por meio da luta íntima, o contraste entre opressão e aspiração, e a transição da prisão física ou mental para a busca interior de elevação espiritual. Tema muito alinhado com a estética simbólica e dramática da imagem ilustrada, incorporando elementos visuais onde um homem está em conflito com forças opressoras; o contraste entre sombras e luz simbolizando ignorância e iluminação; gestos e expressões intensas representando a exaustão e o desejo de transcendência.


O verdadeiro significado da liberdade diferencia-se da simples ausência de restrições ou da rebeldia sem consciência. Pode-se comparar o homem ao animal que, sentindo-se preso, reage com violência para escapar. Essa reação instintiva também está presente nas pessoas que, sentindo-se oprimidas, lutam por independência. No entanto, muitas vezes essa luta se manifesta de forma destrutiva, através de atitudes violentas e impulsivas.

A violência, embora possa quebrar cadeias sociais e políticas, não oferece liberdade real. Ela apenas troca uma forma de opressão por outra, mais disfarçada. Conquistas materiais ou políticas não significam, por si só, libertação interior. A verdadeira liberdade está ligada ao autoconhecimento, à responsabilidade e ao domínio de si mesmo.

A sociedade frequentemente confunde liberdade com fazer o que se quer, sem considerar os direitos dos outros. Isso gera conflitos, desigualdade e anarquia. A libertação irresponsável, especialmente nos campos moral e emocional, leva à degradação, como exemplificado pela banalização da sexualidade, da violência e da vida.

A liberdade de expressão também precisa ser exercida com maturidade. Quando usada por pessoas emocionalmente desequilibradas, pode se tornar instrumento de destruição e não de evolução. A  liberdade deve começar  no pensamento e desenvolver com o ideal do bem, da verdade e do amor.

Jesus, o mestre dos mestres, é citado como o exemplo máximo da liberdade interior, mostrando que, mesmo diante da morte, manteve-se livre. Gandhi e Sócrates também ilustram essa ideia: encarcerados fisicamente, mas livres espiritualmente.

Por fim, a liberdade não se conquista externamente, mas nasce de dentro, do amor consciente, da lucidez e do respeito à verdade. Mentir, dominar e manipular os outros são atitudes incompatíveis com ela. Ser livre, portanto, é viver com consciência, verdade e amor.


Referência: 

Do livro: O homem integral, obra de Joanna de Ângelis, psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco.

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