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A lenda de Hiram Abiff: Simbolismo dos algozes. A ignorância.

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A lenda de Hiram Abiff: Simbolismo dos algozes. O fanatismo.

  Em continuidade à exploração sobre o simbolismo dos algozes de Hiram Abiff, detemo-nos na figura de Jubelos, o discípulo que espreitava, com objetivos escusos, na porta ocidental do Templo. Sob uma perspectiva social e psicológica, Jubelos representa o fanatismo, que se configura como uma torpe descaracterização da fé e a exteriorização da falência da faculdade de pensar. O fanatismo opõe-se à verdadeira natureza espiritual do ser humano, pois, enquanto a descrença sistemática é um conflito emocional que inquieta o equilíbrio da razão, a fé verdadeira manifesta-se de forma natural e racional.  Ela é, simultaneamente, uma herança psicológica, ínsita no homem, e uma aquisição intelectual, aprimorada pelo crivo do exame, da lógica e do raciocínio. A fé religiosa surge, portanto, espontaneamente ou resulta de uma elaboração mental confirmada pelos fatos; como conquista pessoal, ela funciona como uma luz sempre acesa, que descortina horizontes amplos e faculta a paz necessária pa...

A lenda de Hiram Abiff: Simbolismo dos algozes. A ganância.

Embora a precisão histórica da lenda de Hiram Abiff permaneça incerta, seu significado alegórico dentro da Maçonaria é inegável. A história conta que, estando a construção do templo quase completa, quinze Companheiros conspiraram entre si para obter de Hiram Abiff, a Palavra de Mestre. Logo de início, três desistiram do plano, restando doze. Pouco depois, nove também recuaram, sobrando apenas três executores: Jubelas, Jubelos e Jubelum. Sabendo que o Mestre Hiram sempre ia orar dentro do templo ao meio-dia, hora em que os obreiros iam descansar, os três emboscaram-no, postando-se nas saídas: Jubelas na porta meridional, Jubelos na porta ocidental e Jubelum na porta oriental. Hiram demonstrou imensas virtudes e um compromisso inabalável em preservar o conhecimento sagrado que lhe fora confiado. Sua firme recusa em revelar a Palavra de Mestre àqueles que não estavam aptos, mesmo diante da morte, exemplifica o supremo valor da integridade moral. Por se manter fiel aos seus princípios, ele...

Cinzel do tempo na maçonaria.

  O Maço e o Cinzel são as ferramentas fundamentais que o iniciado utiliza para desbastar a pedra bruta do caráter, onde o Maço representa a força motriz da vontade e o Cinzel atua com a precisão necessária para aparar imperfeições. Para que essa transformação ocorra, a polidez surge como base educativa, servindo para o florescimento das virtudes como a justiça e a prudência, as quais seriam inúteis sem a devida cortesia. No entanto, é preciso cautela: termos como gentileza e polidez pressupõem atitudes nobres, mas nem sempre refletem ética. Uma pessoa pode agir com civilidade e fineza de maneiras sem que isso signifique a presença de bondade real ou honestidade. Quando a polidez é apenas uma máscara de etiqueta, sem ressonância na alma, ela desmorona facilmente diante de provocações. Nesses momentos de teste, as mazelas internas rompem a aparência, expondo feras que apelam para o grito ou a força bruta. Figuras hipócritas assemelham-se a sepulcros caiados, que por fora parecem jus...