Sob o céu infinito da existência, cada alma trilha uma estrada: somos peregrinos ou meros andarilhos? Ambos carregam nos pés as marcas da jornada longa, o peso das pedras e o cansaço das noites sem luar. Mas no coração do peregrino brilha uma chama serena: a intenção clara, o olhar que transforma o caminho em templo. O andarilho vagueia sem bússola, deixando que o vento passe sem mover-lhe a essência; o peregrino, porém, faz de cada passo uma escola de luz, um burilamento amoroso da alma. Quando esquecemos nossa natureza peregrina, a vida se torna cinza e sem eco; ao despertarmos para ela, cada gesto de fraternidade, cada escolha de bem, cada abraço dado ou recebido vira degrau de luz. Quando esquecemos nossa condição de peregrinos, a vida se torna mero cansaço e tédio. Ao recordá-la, cada escolha no lar, no trabalho, na fraternidade ganha, enfim, um sentido sagrado. Você, sendo um maçom, de que modo tem caminhado ultimamente? Como peregrino consciente ou como andarilho distraído...
O Espírita Maçom