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Padre Eutíquio: maçonaria e religiosidade.

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A jornada do maçom rumo à perfectibilidade.

  Esse texto, do insigne autor José Herculano Pires, conecta-se intimamente à filosofia da sublime Ordem  ao defender que a educação deve focar no desenvolvimento das potencialidades humanas para alcançar a perfectibilidade, ecoando diretamente o trabalho constante de desbastar a nossa pedra bruta. Resumidamente, o autor menciona que a jornada humana transcende a mera adequação aos ditames sociais; é, em sua essência, o labor incessante de desbastar a aspereza do próprio ser em busca de uma perfectibilidade latente. Não se trata de assimilar dogmas ou verdades externas, mas de empreender um mergulho corajoso nas profundezas de si mesmo, onde, ao retificar as próprias sombras, revela-se a sabedoria oculta que sempre lá habitou. Essa centelha íntima, reflexo de um princípio criador superior, é a fundação silenciosa sobre a qual se ergue o santuário inviolável da consciência. Para que essa obra se sustente, contudo, é imperativo romper com as amarras do tempo cristalizado e arran...

Quando os títulos e paramentos escondem a nudez espiritual.

  Com base no discurso da professora Lúcia Helena Galvão sobre a obra "O Profeta", de Khalil Gibran, especificamente no capítulo que trata das "Vestes", podemos tecer a seguinte reflexão comparativa sobre o uso de vestes ou paramentos maçônicos e a realidade interior. As vestes, são mais do que simples coberturas; são símbolos que emanam uma imagem ao mundo. Quando transpomos essa filosofia para a figura de alguns maçons que se vangloriam de seus paramentos maçônicos, surge uma dualidade perigosa. Gibran nos ensina que "vossos trajes ocultam muito de vossa beleza, porém não escondem o que não é belo". Assim, o luxo de um avental ou a distinção de uma joia podem servir como uma tentativa de analgesia para uma alma que ainda não dominou seu "eu animal". A ostentação de paramentos maçônicos, por aqueles irmãos que ainda não deixaram a maçonaria se estabelecer em seu coração, que buscam apenas o brilho externo revela uma descompensação: utiliza-se o ...

O maçom que não se irritava.

  Este texto, cujo título é “o Homem que não se irritava”, foi adaptado para o contexto maçônico e publicado neste espaço dedicado à reflexão e ao aprimoramento moral dos Irmãos da Ordem. Em sua versão original, a narrativa integra a obra Contos e Apólogos, de autoria espiritual de Irmão X, psicografada por Francisco Cândido Xavier, o querido Chico Xavier, um dos mais importantes médiuns do espiritismo. Toda a profundidade filosófica e o ensinamento sobre a paciência e o autodomínio presentes no texto são frutos da sabedoria que o autor espiritual soube transmitir com a delicadeza e a simplicidade que marcaram toda a obra de Chico Xavier.​​​​​​​​​​​​​​​​ O IRMÃO QUE NÃO SE IRRITAVA Existiu um Venerável Mestre, amigo da sabedoria, que, depois de grande trabalho para subjugar a natureza inferior, convidou um sábio Irmão, filósofo,  para socorrê-lo no aperfeiçoamento da palavra. Conseguira indiscutível progresso na arte de sublimar-se, tal como ensinam os antigos rituais da Ordem...