A RAZÃO PRÁTICA Uma das coisas que impressionam em Kant, e que muito concorrem para torná-lo mais obscuro e difícil, é a constante inversão que ele faz de nossos conceitos habituais. Mas, por outro lado, esse aspecto formal serve para reafirmar o sentido revolucionário de sua doutrina. O próprio Kant se incumbiu de mostrar esse sentido, considerando-se, na Filosofia, em posição idêntica à de Copérnico na Ciência. Quando ouvimos falar de razão pura e razão prática, imaginamos que, na primeira, devemos pairar no plano da pura abstração, e na segunda, no plano do concreto. E assim é, de fato, mas não da maneira habitual com que entendemos abstrato e concreto. A razão pura, segundo a própria definição de Kant, é “a faculdade de conhecer mediante princípios a priori”, o que vale dizer que é o nosso intelecto em função de apreender o concreto. A razão prática é a nossa faculdade de orientar a ação segundo os imperativos da consciência moral. Na Crítica da Razão Pura , Kant invest...
Blog dedicado a reflexões filosóficas, morais e espirituais unindo os princípios da Maçonaria e do Espiritismo.