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Como a disciplina do pensamento pode guiar o Maçom?

  A disciplina do pensamento e a reforma do caráter são pilares fundamentais para o crescimento humano e espiritual. Vivemos diariamente rodeados de ideias, emoções e influências que moldam quem somos, mas raramente paramos para refletir sobre o poder que nossos pensamentos exercem em nossa vida. Cada ideia que nutrimos pode se transformar em luz ou sombra, em virtude ou em desordem, guiando nosso destino. Essa reflexão, presente em tradições espirituais e também na simbologia maçônica, nos convida a polir a “pedra bruta” de nosso ser, transformando-a em uma obra de harmonia e beleza. Cultivar pensamentos elevados, praticar a vigilância interior e buscar a serenidade nas provações são passos essenciais nessa jornada. É um caminho lento, mas capaz de nos conduzir à verdadeira liberdade moral.  De acordo com o livro O Problema do Ser, do Destino e da Dor , de Léon Denis, no trecho “A disciplina do pensamento e a reforma do caráter”, o autor apresenta o pensamento como força cria...

A liberdade do maçom começa no pensamento: Um olhar além das correntes.

  Na Maçonaria, a verdadeira evolução do maçom não se dá por títulos ou cargos, mas pelo domínio de si mesmo, pois a liberdade real não está na rebeldia ou na força, mas na consciência, na ética e na verdade interior. O maçom, como buscador da luz, entende que romper correntes externas é inútil se ainda estiver acorrentado internamente pelo orgulho, vaidade ou ignorância. A liberdade sem responsabilidade gera caos; a liberdade consciente, evolução. O uso da palavra, do pensamento e da ação deve sempre refletir equilíbrio e justiça. A pedra bruta só se transforma em cúbica quando o ser se liberta do ego. Assim está em um trecho do livro “ O homem integral”, psicografado por Divaldo Franco, onde se lê: “ Sentindo-se coarctado nos movimentos, o animal reage à prisão e debate-se até à exaustão, na tentativa de libertar-se. Da mesma forma, o homem, sofrendo limites, aspira pela amplidão de horizontes e luta pela sua independência. [...] A liberdade começa no pensamento, como forma de as...

Entre templos de pedra e almas oprimidas: A antítese maçônica de Esparta.

  Esse texto, do livro “Lázaro Redivivo”, psicografado por Chico Xavier,  narra a ascensão e queda de Esparta sob a égide do autoritarismo, do militarismo extremo e da supressão do pensamento, ecoando advertências profundamente alinhadas com os princípios da Maçonaria. A instituição maçônica valoriza a liberdade, a razão, a justiça e o progresso moral e intelectual da humanidade, tudo aquilo que Esparta rejeitou em sua busca pela supremacia. Ao priorizar a força sobre o saber, o isolamento sobre a fraternidade e a obediência cega sobre a consciência livre, Esparta encarnou o oposto do ideal maçônico. O texto mostra que a glória construída sobre o despotismo e o orgulho é efêmera e que, mais cedo ou mais tarde, a razão e a dignidade humana se reerguem, mesmo entre escombros. Essa reflexão carrega um simbolismo caro à Maçonaria: a construção de um templo interior sobre fundamentos sólidos de virtude, luz e sabedoria, jamais sobre os alicerces frágeis do poder opressor. A históri...

Maçonaria transformando o passado: Quando o bem nasce da dor.

  Na imagem de quem faz rir enquanto chora, vemos uma profunda lição sobre a dualidade humana, muito presente também na jornada maçônica. Do mesmo modo como o cômico que, por trás da máscara alegre, oculta a dor, o maçom é chamado a reconhecer suas sombras e trabalhar pela própria luz interior. A responsabilidade pelas palavras, pelos gestos e pela influência exercida sobre os outros ecoa nos princípios da Maçonaria, que valoriza a retidão e o aperfeiçoamento moral. O autor do texto a seguir, tentando reparar os males semeados por suas ironias, simboliza o iniciado que, ao despertar para a verdade, decide destruir a antiga construção para edificar um novo templo interior. O julgamento apressado dos outros reflete o mundo profano que não compreende a regeneração possível pela iniciação. A verdadeira maçonaria não é o aplauso fácil, mas o silêncio laborioso de quem se reforma. Lembrando a todos nós que o passado não deve ser negado, mas redimido com obras. Os estudos maçônicos nos le...

Maçonaria e serviço: Quando o auxílio é a maior iniciação.

  Em um mundo marcado por contrastes entre luz e sombra, a verdadeira grandeza se revela na capacidade de reconhecer o próximo em cada encontro cotidiano. Seja no lar, no trabalho ou nas ruas, o outro nos interpela com a urgência do auxílio e da compreensão. A Maçonaria e os ensinamentos espíritas convergem ao valorizar o bem praticado em silêncio, sem títulos ou recompensas. O próximo não é apenas quem se alinha às nossas ideias, mas também aquele que nos desafia a crescer. Amar, nesse contexto, é um exercício diário de humildade e ação. A fraternidade se constrói nos gestos simples, e é nesse terreno que se mede a verdadeira evolução. Como ensinou o Mestre dos mestres: amar o próximo é amar a si mesmo em sua forma mais elevada. Eis o texto, “A escolha do Senhor” para figurar esse ensinamento:  Conta-se que alguns apóstolos do bem tanto se ergueram na virtude que, pela extrema sublimação de suas almas, conseguiram atingir o limiar do Santuário Resplendente do Cristo. Voltaria...

A Luz da liberdade: A jornada do Maçom ao longo da evolução humana.

  Ao longo da história humana, a liberdade tem sido tanto um anseio profundo quanto um desafio constante. Desde os tempos mais primitivos, o homem busca formas de organizar-se socialmente sem perder o sentido de si mesmo, equilibrando a força física dos líderes com o poder simbólico e espiritual dos sábios. Esse movimento revela que, mesmo sob ameaças e imposições, a liberdade pulsa como base da consciência humana. A Maçonaria, ao refletir sobre esse ideal, resgata não apenas a liberdade externa, mas sobretudo a liberdade interior, aquela que liberta o homem de suas paixões, vícios e amarras mentais. Ser livre, para o Maçom, é estar em constante lapidação do próprio ser, com respeito às ideias e aos limites do outro. Nesse contexto, liberdade não é ausência de vínculos, mas a mais nobre forma de responsabilidade. Eis um texto do livro “Os sonhos de Liberdade” de José Herculano Pires, sobre o assunto:  Toda liberdade depende das condições que lhe permitem ser livre. A liberdade...

Os pensamentos são como sementes, e a mente alheia é a terra onde os semeamos.

A responsabilidade pelos pensamentos e pelas ações é princípio fundamental tanto no Espiritismo quanto na Maçonaria, que veem no ser humano um construtor consciente do próprio destino. O texto aborda a semeadura das ideias e o retorno inevitável de suas consequências, refletindo a Lei de Causa e Efeito, também reconhecida simbolicamente nos ritos maçônicos. Assim como no processo iniciático da Maçonaria, em que o homem é chamado a despertar os potenciais adormecidos da alma, somos convidados à lapidação moral e intelectual, rumo à perfeição. A consciência, comparada a um templo interior, deve ser edificada com sabedoria, justiça e amor. A “mente alheia como terra onde semeamos” remete ao poder da influência ética e moral que cada um exerce na sociedade. Dessa forma, o texto reforça a missão maçônica de agir como agente de luz em meio às sombras da ignorância. Afinal, cada pensamento é um traço na grande arquitetura do espírito. Eis o texto de título “ Responsabilidade” sobre o assunto:...