O Pavimento Mosaico, com seus quadrados brancos e pretos rigorosamente delimitados, serve como uma poderosa representação visual da dualidade que rege o mundo criado. Esse símbolo maçônico moderno abandonou sua função operativa para se tornar uma imagem da complexidade da realidade, onde luz e trevas, vida e morte, progresso e regressão coexistem de forma inextricável. Por ela, o observador é convidado a compreender que os opostos não são apenas forças externas, mas elementos que dividem a própria mente humana. Diferente do modelo chinês do Yin e Yang, que sugere um movimento circular e incessante, o Pavimento Mosaico apresenta uma dualidade mais radical e estática, desafiando o indivíduo a traçar seu próprio caminho e sublimar os contrastes através de um princípio superior. Essa tensão entre os opostos é ilustrada por um velho koan Zen-Budista sobre um homem avarento visitado por um mestre. O sábio questionou como pareceria sua mão se permanecesse sempre fechada ou sempre aberta...
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