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O maçom na escada de Jacó. Em qual degrau você está ?

                                                           Há irmãos que preocupam-se mais em galgar os graus maçônicos e esquecem que o mais importante é galgarem os degraus da Escada de Jacó, que simbolicamente representa para a maçonaria o caminho certo para o irmão seguir. Só conseguirão o intento se subirem com fé e praticar a caridade onde a mão esquerda não saiba o que fez a direita. E como sabemos, que há irmãos de diferentes graus evolutivos neste mundo, é compreensível que muitos se encontrem ainda em degraus ainda baixos da escada. Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição a que tenham alcançado: Espíritos puros, que atingiram a perfeição máxima; bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas pa...

Nível, Prumo e o Ser Consciente

Generalizando informações acerca da simbologia maçônica do nível e do prumo, exprimem que a retidão, em termos práticos na jornada da vida e o conhecimento intelectual e moral são alguns dos meios de conseguir superar tendências e inquietações que tanto afligem o homem. Na Maçonaria, os homens são considerados iguais perante as leis naturais e sociais, sendo que, simbolicamente, é através do Nível que esta igualdade é verificada. É somente através da igualdade, proporcionada pela tolerância e pela aplicação das leis morais, que a fraternidade torna-se possível de ser alcançada. Em suma, o papel do Nível é controlar a força criadora do homem, direcionando sua vontade para propósitos úteis. Simbolicamente, o Prumo possibilita verificar a correta fundamentação do crescimento intelectual, trazendo o conhecimento necessário para possibilitar a aplicação precisa da força através da razão, denotando a profundidade exigida para nossas observações e estudos, de forma a garantir a es...

Diferenças entre reconhecimento e gratidão.

Uma das mais elevadas virtudes, que o homem deve aspirar, é a gratidão. Um raro valor de se observar na atual sociedade tão preocupada c om seus afazeres mundanos ou profanos. Poucos sabem diferenciar a prática da gratidão com a do reconhe cimento. Neste texto escrito por Cairbar Schutel, é elucidado o que um verdadeiro espírita ou um sábio maçom deveriam saber para zelar pela evolução que tanto almejam. “ De caminho para Jerusalém, passava Jesus pela divisa entre a Samaria e a Galiléia. Ao entrar ele numa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, que ficaram de longe, e levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem compaixão de nós! Jesus logo que os viu disse-lhes: Ide mostrar-vos aos sacerdotes. E em caminho ficaram limpos. Um deles, vendo-se curado, voltou dando glória a Deus em alta voz, e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe, e este era samaritano. Perguntou Jesus: Não ficaram limpos os dez? Onde estão os outros nove? Não se achou quem volta...

20 de agosto, dia do maçom brasileiro.

F eliz dia do Maçom. A todos os irmãos maçons, que este dia 20 de agosto, seja mais um de reflexão e não somente de solenidade, pois a maior comemoração que um maçom pode ter é de cavar masmorras de todos os seus vícios.  O espiritismo nos revela que o vício atinge o corpo espiritual, que é a matriz do corpo físico. Após o desencarne, advém a crise de abstinência como aconteceria no plano físico. Os vícios morais naturalmente também acompanham o homem no além-túmulo. Esclarece-nos o Mestre:  “Escutai e compreendei bem isto: - Não é o que entra na boca que macula o homem; o que sai da boca do homem é que o macula. - O que sai da boca procede do coração e é o que torna impuro o homem; - porquanto do coração é que partem os maus pensamentos, os assassínios, os adultérios, as fornicações, os latrocínios, os falsos-testemunhos, as blasfêmias e as maledicências. - Essas são as coisas que tornam impuro o homem" ( S. Mateus, cap. XV, vv. 1 a 20.). Todos os hábitos que con...

O famoso Bode da Maçonaria.

    Não é raro ouvir do povo que nas reuniões maçônicas exista um bode. Que este animal teria alguma função na maçonaria, sendo o emprego de retirar o sangue para determinados fins, como a mais comum das tolices proferidas por pessoas completamente alheias sobre a sublime ordem. Se há um bode ou não, bastaria o leitor utilizar um pouco de seu raciocínio, e terá a resposta. Por que estas estórias do bode preto como espectador nas reuniões secretas e outras conversas pitorescas ainda persistem no imaginário popular? É grande o número dos desinformados julgarem sem justiça a maçonaria e também o espiritismo. Digo “desinformados” porque muitos sequer averiguam se o que ouvem é verdade. Além disso, existem alguns "instruídos" que fingem não saber sobre determinado assunto por interesses escusos. Motivos puramente materialistas ou exibicionistas, aproveitando-se da atual ignorância e superstição de um povo que sofre para encontrar uma luz no fim do túnel de suas tribulações. A...

O ramo de acácia amarela e o ramo de videira.

Algumas semelhanças entre o significado simbólico maçônico da acácia amarela e o ramo de videira, acepção simbólica do espiritismo.       A Acácia foi tida  na antiguidade, entre os hebreus, como  árvore sagrada e daí sua conservação como símbolo maçônico. Os antigos costumavam simbolizar a virtude e outras qualidades da alma com diversas plantas. A Acácia é  inicialmente um símbolo da verdadeira Iniciação para uma nova vida, a ressurreição para uma vida futura. O ramo da acácia amarela,representa a segurança, a clareza, e também a inocência ou pureza. Esperando-se do maçom, uma conduta pura.          O desenho de uma cepa, com a uva, aparece no frontispício de O Livro dos Espíritos, um clichê que reproduz o desenho feito pelos próprios Espíritos, em Prolegómenos, prólogo por eles assinado: Santo Agostinho, O Espírito de Verdade, Sócrates, Platão, Fénelon, dentre outros que informaram:  “ Porás no ca...

Fazer o bem sem ostentação.

O Valor da Esmola      Um mendigo que esmolava à porta de uma grande mesquita ergueu, certa vez, ao Altíssimo a seguinte prece: - Senhor! Fazei com que as primeiras esmolas que me forem dadas hoje tenham para mim o mesmo valor que tiverem aos vossos olhos! Momentos depois cruzava a mesquita um rico Sheik que regressava de uma festa acompanhado de vários amigos e admiradores. Tomou o orgulhoso de um punhado de ouro e com o fito especial de deslumbrar os que o rodeavam, atirou as rutilantes moedas aos pés do velho mendigo. O infeliz, em sinal de gratidão, beijou o chão que o nobre senhor pisara.   Quando, porém, procurou juntar as moedas que recebera, notou, com indizível surpresa, que elas se haviam transformado em folhas secas. No mesmo instante compreendeu o mendigo - ao recordar-se da prece que pouco antes fizera - que aquela transformação milagrosa era obra de Allah, o Onipotente: as moedas dadas pelo orgulhoso Sheik não passavam de folhas secas e inút...

Divaldo Franco em palestra sobre a Maçonaria, na Loja Sublime Universo 125

Palestra "A Maçonaria e o Espiritismo" - Divaldo Pereira Franco promovida em 1994, Americana                                       Link:  https://m.youtube.com/watch?v=4vm1zAZaado&pp=ygUfTWFjb25hcmlhIGUgZXNwaXJpdGlzbW8gZGl2YWxkbw%3D%3D

A vitória sobre si mesmo: Cavando masmorras para os vícios.

Em "O Livro dos Espíritos", a virtude é definida como a "resistência voluntária ao arrastamento dos maus pendores". Para o Maçom, este é o exato significado do seu primeiro trabalho: o labor incessante de desbastar a Pedra Bruta, que simboliza o "homem velho" com seus vícios e paixões. Este texto explora essa jornada de transformação moral, da escuridão do mundo profano para a Luz da virtude. A questão 893 do Livro dos espíritos aponta o cume dessa obra: a Caridade desinteressada, que exige o sacrifício do interesse pessoal. Este é o polimento final da Pedra, onde o Obreiro já não age por si, mas pelo bem do próximo e da Ordem. Veremos que todas as virtudes, embora variadas, nascem do Amor, o "sopro de Deus" que o Mestre Jesus exemplificou como a argamassa da Fraternidade. A extirpação dos vícios não é um ato de violência, mas um trabalho persistente de apagar a sombra para acender a realidade pelo comando do amor. O Despertar para a Virtude Quan...

A profanação ficcional da Maçonaria na geração de Fagundes Varela.

Fagundes Varela (poeta predileto de Castro Alves) por longos anos foi colaborador do “Correio paulistano”. Nele fez publicar, dois trabalhos eminentemente espíritas, apesar de não classificar o poeta de  ser espírita. Trata-se de “As ruínas do Glória” e “ A Guarida de Pedra”, sendo este último posto de lado por não se tratar de um fato espírita vivido. Os dois trabalhos são curiosas contribuições do grande poeta à já extensa bibliografia espírita nacional, que, assim,  mais uma vez se enriquece.    A geração literária de Fagundes Varela teve grande influência poética e mórbida de Byron. Ao tempo em que Fagundes Varela cursava a faculdade de Direito de São Paulo alguns de seus colegas resolveram, certa noite, fazer o que eles, risonhos, chamam de “byronada”. “A brincadeira”, conta Pires de almeida, então um dos amigos de Varela, constava de um passeio noturno pelo cemitério da consolação. Passando à palavra ao próprio Pires de Almeida. Chamando a atenção, os ter...