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Divaldo Franco em palestra sobre a Maçonaria, na Loja Sublime Universo 125

Palestra "A Maçonaria e o Espiritismo" - Divaldo Pereira Franco promovida em 1994, Americana


                                      Link: https://m.youtube.com/watch?v=4vm1zAZaado&pp=ygUfTWFjb25hcmlhIGUgZXNwaXJpdGlzbW8gZGl2YWxkbw%3D%3D


Divaldo Franco inicia evocando o célebre discurso de Voltaire na solenidade em que este recebeu o Grau 33 da Ordem Maçônica, percorre a origem e trajetória histórica  da Maçonaria, assinalando que ela acompanha a civilização há milênios sob diferentes denominações, eis como a Ordem dos Essênios, Templários, Pedreiros-Livres. Divaldo aborda uma questão, jamais totalmente resolvida, de se Allan Kardec teria sido maçom, citando o biógrafo André Moreil, que indica filiação provável mas sem registro comprobatório formal. Zêus Wantuil, após investigação minuciosa, concluiu que entre Rivail e a Maçonaria existiu apenas afinidade de princípios e ideais, sem ingresso oficial em loja alguma. Não obstante, Divaldo ressalta a influência incontestável do maçom Franz Mesmer sobre Kardec, criador do conceito de magnetismo animal — base da teoria dos passes espíritas. Aponta ainda o uso por Kardec de terminologia maçônica em suas obras: “Grande Arquiteto”, “pedra angular”, “prumo”. A definição de Maçonaria do Larousse do século XIX — melhoria moral e material do homem, progresso da humanidade, tolerância, fraternidade, igualdade e liberdade, que é apresentada como praticamente idêntica aos fundamentos filosóficos do Espiritismo. 


Divaldo Franco traz comunicações mediúnicas de 1864, obtidas na Sociedade Espírita de Paris e publicadas na Revista Espírita, nas quais espíritos descrevem a Maçonaria como anteparo da liberdade de pensamento numa época de despotismo religioso. Nesses registros, afirma-se que o Espiritismo entrará nas lojas como complemento natural, pois a moral espírita dará substância ética a uma instituição já essencialmente liberal. Por fim, conclui que Maçonaria e Espiritismo não se conflitam: enquanto a primeira trabalha a “pedra bruta” do ser humano por meio da simbologia iniciática, o segundo promove a transformação moral pelo domínio das inclinações inferiores, caminhos distintos rumo à mesma dignificação da humanidade.​​​​​​​​​​​​​​​​




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