Pular para o conteúdo principal

Postagens

A negação do espírito maçônico é negar a liberdade.

  As grandes fases da evolução humana caracterizam-se pelo predomínio da liberdade. Mas a sequência hist ó rica de cada uma dessas fases assinala o retorno à escrav i dão. Basta isso para nos mostrar que a liberdade é impossível no destino humano. Os tempos primitivos nos mostram o homem atr e lado ao clã e à horda. Seu instinto gregário é um impositivo de sua fragilidade em face da natureza carregada de ameaças e perigos. No clã, na horda ou na tribo ele se vê obrigado, para garantir a sua sobrev i vência e da prole, a organizar as primeiras estruturas sociais e a estabelecer ligações ou alia n ças com outros grupos. Os mais fortes dominam cada grupo e se constituem na garantia da liberdade grupal. Se não houvesse outras exigências além da garantia da sobrevivê n cia, o possível da liberdade humana teria morrido ao nascer. Mas o anseio de transcendência, determin a do pelo sentime n to inato da subjetividade do Ser, coloca ao lado da força física do Cacique o poder espiritual do P...

Conversa com Sócrates

  Foi no Instituto Celeste de Pitágoras que vim encontrar, nestes últimos tempos, a figura veneranda de Sócrates, o ilustre filho de Sofronisco e Fenareta.  A reunião, nesse castelo luminoso dos planos erráticos, era, nesse dia, dedicada a todos os estudiosos vindos da Terra longínqua. A paisagem exterior, formada na base de substâncias imponderáveis para as ciências da atualidade, recordava a antiga Hélade, cheia de aromas, sonoridades e melodias. Um solo de neblinas evanescentes evocava as terras suaves e encantadoras, onde as tribos jônias e eólias localizaram a sua habitação, organizando a pátria de Orfeu, cheias de deuses e harmonias. Árvores bizarras e floridas enfeitavam o ambiente de surpresas cariciosas, lembrando os antigos bosques de Tessália, onde Pan se fazia ouvir com as cantilenas de sua flauta, protegendo os rebanhos junto das frondes ventustas, que eram as liras dos ventos brandos, cantando as melodias da Natureza.  O palácio consagrado a Pitágoras tinha ...

É possível entender o Grande Arquiteto do Universo?

  Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos. Age por meio de todos e está em todos.  Efésios 4:6 "O Grande Arquiteto do Universo", é o nome especial do maçom para Deus, porque ele é universal. Ele pertence a todos os homens, independentemente de sua persuasão religiosa. Todos os homens sábios reconhecem Sua autoridade. Em suas devoções privadas, um maçom orará a Jeová, Maomé, Alá, Jesus ou à Divindade de sua escolha. Em uma Loja Maçônica, no entanto, o maçom encontrará o nome de sua Divindade dentro do “GADU" A primeira pergunta endereçada aos espíritos por Allan Kardec foi: Que é Deus? E eles responderam: Deus é a inteligência suprema, a causa primária de todas as coisas. E Moisés, no seu primeiro livro. abrindo o texto sagrado, em Gênesis 1:1, assim se expressa: No princípio criou Deus os Céus e a Terra. Os grandes missionários do mundo, quando escrevem sobre os atributos de Deus, se limitam a falar pouco, por faltarem termos na linguagem humana, que exprimam a n...

Reconhecimento de um Guarda externo

Ser o Guarda Externo sem exercer a humildade, é externar que possui pouca sabedoria em exercer o simples cargo. É um momento que o maçom deve melhor observar o quanto são efêmeros os bens materiais. Deve perceber ser capaz de aceitar a sua condição na escala evolutiva a que todos estamos sujeitos. De acordo com  Rui Bandeira, no site: a partir da pedra: “O Guarda Externo é o Oficial que deve aguardar a chegada do Venerável Mestre ao local onde vai decorrer a reunião da Loja e imediatamente iniciar as suas funções, só franqueando a entrada no local a quem se faça por ele reconhecer como maçom, e como maçom do grau (ou superior) em que a Loja vai nesse dia trabalhar. Esse reconhecimento é feito através dos sinais, toques e palavras passes adequados à circunstância. Designa-se esta atividade de efetuar o reconhecimento de um maçom, em ordem a franquear-lhe (ou recusar-lhe) a entrada no local onde vai reunir.” Uma função simples para ajudar qualquer irmão a olhar dentro de si, e “lapid...

MAÇONARIA E RELIGIÃO, BREVE HISTÓRICO. (FINAL)

  Maçonaria assumiu uma postura filosófica-ideológica ao se associar ao Movimento lluminista, assentado ideario os três pilares de "liberdade, igualdade e fraternidade”, movimento este que serviu de sustentação ou de ideário para as grandes revoluções que iriam se desencadear no mundo Ocidental, a exemplo da Revolução americana  (Independência dos Estados Unidos), da Revolução Francesa e das Revoluções liberais e nacionalistas do século XIX, como os movimentos de unificação da Itália e da Alemanha. Os maçons, na verdade, nunca contestaram dogmas constantes das sagradas escrituras, pelo contrário, respeitaram todos (ou quase), mas nunca admitiram os proselitismos e as manipulações de uma parte do clero sobre os fiéis no sentido de tirar vantagens. Naqueles tempos a Igreja (século XVIII), apesar de muito contestada, mantinha a sua supremacia, pois tinha se associado aos estados nacionais (absolutistas) através do chamado "princípio do padroado" em que o clero católico tinh...

MAÇONARIA E RELIGIÃO, BREVE HISTÓRICO. (PARTE 1)

Um dos aspectos mais curiosos da história da Maçonaria é aquele se refere a sua relação com a Igreja Católica. Aliás, é curioso e intrigante. Os maiores estudiosos sobre os mistérios maçônicos costumam dizer que a "Maçonaria não é uma religião, embora seja composta de homens religiosos", o que, por conseguinte, não justifica, a priori, qualquer tipo de rivalidade entre as duas instituições. Os maçons, por outro lado, se orgulham de pertencerem a uma instituição que se declara desprovida de qualquer preconceito e que tem como uma de suas principais bandeiras a tolerância, o que permite aos seus membros conviverem pacificamente com pessoas de diferentes credos. Sabe-se que a Maçonaria aceita em seus quadros pessoas de qualquer credo religioso, desde que, declaradamente, tenha absoluta convicção na existência de um princípio criador (Grande Arquiteto do Universo) e na imortalidade da alma, portanto, também na existência de uma "uma vida após a morte". É compreensível, ...

O Maçom que fala demais

O santuário da palavra é formação divina e semente de luz que Deus depositou nos escrínios da alma. Ele, o Grande Geômetra, tudo fez na sequência do amor, para que seus filhos se eternizassem na felicidade. Deixou para nós a regulagem de nossos dons, que haveremos de buscar na natureza, nas experiências, através dos canais da dor, para que possamos cumprir a nossa parte na vida, perante ela. O gorjeio de sons, emitidos pelo nosso dom de falar, é uma das grandes maravilhas que nos cabe domesticar. Quem fala demais vai aos poucos perdendo o sentido das ideias alinhadas na conversa, ocupando todo o seu tempo e o seu parceiro, achando que está agradando, sem se colocar no lugar de quem ouve. Falar demais é um hábito que facilmente passa a vício, e deste à enfermidade que, no começo, requer branda disciplina.  É como um filete de água que ainda não se tornou cachoeira, porém, se a Providência não acudir a tempo, o desgaste de energias e a perda de capacidade tornar te-ão pessoa indeseja...