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É possível entender o Grande Arquiteto do Universo?

 

GADU


Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos. Age por meio de todos e está em todos. Efésios 4:6


"O Grande Arquiteto do Universo", é o nome especial do maçom para Deus, porque ele é universal. Ele pertence a todos os homens, independentemente de sua persuasão religiosa. Todos os homens sábios reconhecem Sua autoridade. Em suas devoções privadas, um maçom orará a Jeová, Maomé, Alá, Jesus ou à Divindade de sua escolha. Em uma Loja Maçônica, no entanto, o maçom encontrará o nome de sua Divindade dentro do “GADU"


A primeira pergunta endereçada aos espíritos por Allan Kardec foi: Que é Deus? E eles responderam: Deus é a inteligência suprema, a causa primária de todas as coisas. E Moisés, no seu primeiro livro. abrindo o texto sagrado, em Gênesis 1:1, assim se expressa: No princípio criou Deus os Céus e a Terra.

Os grandes missionários do mundo, quando escrevem sobre os atributos de Deus, se limitam a falar pouco, por faltarem termos na linguagem humana, que exprimam a natureza divina. Não podemos conceber o inconcebido. bem como descrever o indescritivel. Como comparar o incomparável? Falar sobre Deus é começar a limitá-L0.

Pedimos, com humildade, ao Supremo Arquiteto do Universo, para conversarmos um pouco dentro dos nossos limitados raciocínios e acanhadas comparações, sobre Sua majestosa mesmo o pode e mais ninguém. João Evangelista limitou-se a definir Deus dizendo: Deus é amor. Os primitivos limitam Deus, chamando-o de Sol e alguns filósofos chamam-no de natureza. Tudo isso são limitações para a inteligência Divina; todavia, não existindo outros meios para compararmos a Divindade Suprema, temos de usar os métodos de que dispomos para Sua qualificação.

Todas as qualidades perfeitas são atributos de Deus que, quando descobertas pelos homens, tomam formas inferiores à vista da pureza espiritual. A Causa Primária de todas as coisas não pensa, não medita, não Se arrepende, não ri, não chora e de nada tem necessidade. Partindo da premissa de que Ele é todo perfeição, não pode pensar, porque isso ainda é função dos homens, não tem necessidade de meditar, usando a razão, já que o raciocínio é usado para quem precisa de aprender alguma coisa. Ele tudo sabe e dispensa a razão. Não tem arrependimento, por ser Onisciente e por não errar, pois é Perfeição. Não ri, por ser dotado de qualidades superiores ao bem-estar humano; não chora por ser o Equilíbrio de todas as emoções.

Deus está presente em toda a criação, por recursos que a humanidade desconhece, mas que a ciência do mundo está próxima a revelar. Poderemos chamar tais recursos de hálito divino, força essa que não obedece a distâncias, escapando das leis físicas, transcendendo às acanhadas equações matemáticas dos seres humanos. É, se assim podemos dizer, o éter cósmico, luz divina que interpreta tudo que existe na criação, fluido puríssimo que leva a mensagem de Deus a tudo o que foi criado por Ele, em forma de estímulos, de acordo com as necessidades de cada um, do vírus até o homem, e deste ao anjo. Quase nada conhecemos sobre Deus, por nos faltarem sentidos apropriados. Somos ainda mortos em relação ao entendimento maior da vida. Querer compreender o Sumo Senhor do Universo é o mesmo que querer que um suíno de aulas de matemática a Einstein; que um
cão faça discursos em todas as línguas da Terra e que uma minhoca entenda da filosofia de Sócrates e Platão.

Devemos entender que somente Deus cria. Nós outros somos co-criadores, mesmo assim, apenas os mais evoluídos. Ainda assim, somente o somos, inspirados por esse mesmo Deus, caso contrário, nem isso faríamos. Tudo procede do Senhor de todas as coisas. Nada inventamos; tudo já está feito n'Ele.

A liberdade que temos, muito discutida por teólogos, que a colocam como sendo livre arbítrio, foi-nos dada por Ele, já sabendo, por ser onisciente, o que iríamos escolher, com a liberdade que recebemos das Suas mãos. O livre arbítrio é condicionado à vida cega que levamos nos caminhos que percorremos. Ele não existe em relação a Deus, pois somente fazemos, repetimos, a vontade do Senhor, pai Celestial, Criador e Incriado, sem princípio e sem fim, Gerador sem ser gerado.

Qualquer pensamento que tivermos sobre Deus, na pretensão de explicá-IO, leva-nos à confusão gerada por nossa inferioridade. O melhor caminho para nós outros é alimentar a fé n'Ele, independendo do matiz religioso. Se queres saber a inteligência do Criador, reúne-te com alguns físicos e químicos e pede a eles uma explicação sobre como a luz tem essa velocidade vertiginosa, deslizando no éter cósmico sem barreiras, bilhões e trilhões de anos; ou que te expliquem o mecanismo exercido pelo átomo, de maneira a prender os elétrons na sua órbita, com a força eletrostática, ou, então, consulta o astrônomo sobre a mecânica do Universo.

Se alguma coisa não foi feita pelos sábios do mundo, deduze quem a fez. Se, reunindo todos os sábios do mundo, não se consegue a receita de como fazer um átomo, e ele está feito, que mãos o estruturaram? Se nós não conhecemos nem a nós próprios. como vamos conhecer a Deus? Poderemos defini-LO, como já está escrito no Evangelho: Deus é Espírito. Importa-nos adorá-LO em Espírito e em Verdade.

Se não encontramos meios de explicar o Criador, igualmente não conseguimos esquecê-LO, por sermos todos oriundos d'Ele.


Referência:

Favos de luz / João Nunes Maia. - 5ª ed. - Belo Horizonte: Espírita Fonte viva, 1987. 

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