Sabe-se que a Maçonaria aceita em seus quadros pessoas de qualquer credo religioso, desde que, declaradamente, tenha absoluta convicção na existência de um princípio criador (Grande Arquiteto do Universo) e na imortalidade da alma, portanto, também na existência de uma "uma vida após a morte".
É compreensível, de certo modo, que a Igreja Católica, pelo fato de se declarar como única, exclusiva, e verdadeira igreja de Cristo, por ser a mais antiga, que não reconheça oficialmente qualquer outro tipo de instituição que não seja subordinada hierarquicamente a ela, em outras palavras, que esteja fora do seu controle, afinal o Papa durante séculos foi uma espécie de imperador universal. Mas não é compreensível que ainda nos dias atuais, com a proliferação do protestantismo, do espiritismo e outros credos cristãos, a Igreja Católica ainda proíba os seus fiéis de se iniciarem na Maçonaria, e mais ainda, que discrimine os maçons.
Quando a Maçonaria era uma instituição verdadeiramente secreta, os grandes dignatários do catolicismo, como arcebispos, bispos e abades, por desconhecerem os rituais maçônicos, poderiam argumentar que os maçons se reuniam secretamente para conspirar contra o sistema político do qual a Igreja era uma parte beneficiada, mas hoje, que os estados, na sua maioria, são laicos (não religiosos), ou seja, que não reconhecem mais uma religião oficial, que suas Constituições garantam a todos os seus cidadãos o livre exercício de sua fé, sinceramente, não vemos mais quaisquer motivos para que a Igreja Católica continue a considerar a Maçonaria como sua inimiga. Acredito que o mais triste disso é que muitas igrejas protestantes (hoje chamadas de evangélicas) tenham seguido a mesma postura da igreja católica, mesmo sabendo que foram, também, durante muitos séculos, vítimas do mesmo preconceito e da mesma perseguição. O que nos conforta é que esse conceito negativo sobre a Maçonaria - inclusive "satânico – já não constitui uma unanimidade entre a maioria de padres e pastores, inclusive porque já se tornou público que os maçons ao se iniciarem nos augustos mistérios da Ordem não se desvinculam de suas igrejas, todas (ou quase), por sinal (por motivos históricos) confessamente cristãs.
( continua...)

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