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Sabedoria Maçônica: O Dever que Liberta.

  Tanto na visão maçônica quanto na doutrina espírita, o dever se apresenta como fundamento indispensável da evolução moral e espiritual do ser humano. Para a maçonaria, o dever é exaltado como uma missão elevada e constante que conduz à verdadeira felicidade, sendo o alicerce das ações do verdadeiro maçom em sua jornada rumo à verdade e à vida eterna. No texto  “O caminho reto”, extraído da obra “Léon Denis - Depois da Morte”, o dever é a lei moral que rege as relações humanas e cósmicas, exigindo do indivíduo um esforço contínuo de autodomínio, caridade e superação pessoal. Ambas as abordagens reconhecem que o dever não é estático, mas cresce conforme o progresso e o discernimento do ser. Enquanto a Maçonaria enfatiza o comprometimento desde a iniciação, com obrigações para com o Grande Arquiteto do Universo, o próximo e a si mesmo, o Espiritismo reforça o papel da consciência como juiz supremo e destaca que a verdadeira elevação nasce do cumprimento voluntário e lúcido do d...

Julgar Aparências na maçonaria.

Vejo muitos irmãos sendo julgados pela aparência. Esses julgadores são os ditos maçons interesseiros, uma triste ramificação de “projeto de maçom”.  Sempre com seus interesses escusos, muitos deles vão atrás de cargos de “destaque”, porque não possuem moral para serem respeitados verdadeiramente. Será que o paletó cheio de medalhas é sinônimo de virtude? Enquanto isso, deixam de fortalecer amizade com irmãos, exemplos de bom caráter, unicamente devido eles usarem modestas vestimentas ou pelo comportamento sereno. Reflitamos em uma mensagem espírita sobre este assunto:  Passaste por mim com simpatia, mas quando me viste os olhos parados, indagaste em silêncio por que vagueio na rua. Talvez por isso estugaste o passo e, embora te quisesse chamar, a palavra esmoreceu-me na boca. É possível tenhas suposto que desisti do trabalho, no entanto, ainda hoje, bati, em vão, de oficina em oficina.... Muitos disseram que ultrapassei a idade para ganhar dignamente ...

Ser virtuoso nas lides maçônicas.

Luc. 18:9-14 9. Disse também esta parábola, para aqueles que confiam em si mesmos, que são justos, e desprezam os outros:  10. "Dois homens subiram ao templo a orar, um fariseu e o outro cobrador de impostos.  11. O fariseu, de pé, dentro de si orava: Deus, agradeço-te porque não sou como os outros homens, ladrões, injustos, adúlteros, nem mesmo como esse cobrador de impostos;  12. jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.  13. O cobrador de impostos, todavia, de pé ao longe, não queria nem sequer erguer os olhos para o céu mas batia no peito, dizendo: Deus, sê propício a mim, um errado.  14. Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, mas não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado, e o que se humilha será exaltado". Analisando etimologicamente a palavra “virtude”, vemos que é derivada do latim VIRTUS que, por sua vez, deriva de VIR (homem, varão, o elemento forte). E VIR é proveniente de VIS, a "força", da...

A acácia e o Mestre Divino.

...e entrelaçando uma coroa de acácia, puseram(-na) na cabeça dele e um caniço na (mão) direita e, ajoelhando-se diante dele zombavam, dizendo: Salve, rei dos judeus! Mat. 27:29 O ramo de acácia é um dos mais lembrados símbolos maçônicos e também com numerosos significados. Mencionada no Livro da Lei, este texto foca o momento onde a árvore acácia é relatada em o Novo Testamento, no momento da flagelação do Mestre dos mestres.  Ordenada a flagelação, foi o réu conduzido a um pátio interior, ficando entregue à soldadesca rude e grosseira. Tratava-se de soldados romanos, que alimentavam desprezo pelos judeus, para eles raça inferior de bárbaros; e quando podiam por as mãos numa vítima, davam vazão a seus baixos instintos de sadismo. Com Jesus, deviam estar sendo flagelados os dois ladrões que com Ele foram crucificados, pois, como vimos, era um prelúdio inevitável. Os evangelistas não falam no assunto porque a flagelação era em local reservado, não sendo ass...

Profano, um jargão maçônico.

O Profano: É definido, segundo o dicionário de Maçonaria, um termo usado pelos Antigos-Mistérios para designar os estranhos e que na Maçonaria se qualificam os não iniciados em seus mistérios. Falar dos mistérios sem estar apto seria profanação, e os profanos não podem penetrar no templo iniciático do Conhecimento. Isso faz-nos lembrar outra faceta deste ensinamento. O Mestre dos mestres utiliza-se de uma fraseologia tecnicamente especializada na arquitetura (que veremos surgir, mais explícita em Mat. 21:42, Marc.12:10 e Luc. 20:17). Ensina-nos o Cristo que será "edificada" por Ele, sobre a "Pedra", a ekklêsía, isto é, o "Templo". Ora, sabemos que, desde a mais remota antiguidade, os templos possuem forma arquitetônica especial. Na fachada aparecem duas figuras geométricas: um triângulo superposto a um quadrilátero, para ensinamento dos profanos. Profanos é formado de PRO = "diante de", e FANUM = "templo". O termo originou...

Cultivar tolerância e cuidar da cortesia na maçonaria.

Na maçonaria, é imprescindível que o irmão trate seu semelhante com a virtude da cortesia. Trouxemos de nossas casas o bom trato com as pessoas, para nos aprimorar mais ainda em Loja. Se o irmão ainda não progrediu neste comportamento, então é melhor reflexionar se está fazendo progressos na maçonaria. Se realmente queremos colher benesses, favores e conforto, junto daqueles que conosco caminham, não temos outra alternativa senão ofertarmos as mesmas dádivas aos irmãos de jornada. Cada gesto que desencadeamos trará consigo, de retorno, como reflexo natural, a mesma intensidade e natureza que a ele imprimirmos. Um gesto bom nos devolverá a bondade, um gesto infeliz, por certo, fará retornar a infelicidade. A escolha sempre será nossa. Com gestos de fraternidade, por onde passarmos será possível construir a atmosfera da compreensão e da tolerância, virtudes imprescindíveis para a consolidação de um mundo de equilíbrio. Com gestos de educação e respeito pelas opin...

O maçom e a boa palavra.

Uma boa palavra auxilia sempre. Às vezes, por nos supormos sozinhos, proferimos inconveniências e acabamos desajudando quando poderíamos ter ajudado. É preciso aproveitar as oportunidades, pois falar é um dom de Deus. Se abrirmos a boca para dizer algo, que saibamos dizer o melhor. Em uma Loja Maçônica, um obreiro, nas funções de Mestre de Harmonia, terminava de ajustar o aparelho de som e os microfones para a sessão que aconteceria no início da noite. O Venerável Mestre então sugeriu: — Experimentemos a acústica. Antes de ligar o equipamento, o Mestre de Harmonia lembrou-se do trecho de uma palestra espírita que ouvira no dia anterior: ”Não adianta repetir frases inúteis. É sempre falta grave conferir saliência ao mal. Comentemos o bem. Destaquemos o bem.” Inspirado por essa lembrança, ele ligou o microfone e bradou: — Confia em Jesus!... Confia em Jesus!... O som estava admiravelmente distribuído quando um homem triste apareceu em frente ao prédio da Loja. Tocou a campainha. Tinha ...