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O maçom e a boa palavra.





Uma boa palavra auxilia sempre. Às vezes, por nos supormos sozinhos, proferimos inconveniências e acabamos desajudando quando poderíamos ter ajudado. É preciso aproveitar as oportunidades, pois falar é um dom de Deus. Se abrirmos a boca para dizer algo, que saibamos dizer o melhor.
Em uma Loja Maçônica, um obreiro, nas funções de Mestre de Harmonia, terminava de ajustar o aparelho de som e os microfones para a sessão que aconteceria no início da noite. O Venerável Mestre então sugeriu:
— Experimentemos a acústica.
Antes de ligar o equipamento, o Mestre de Harmonia lembrou-se do trecho de uma palestra espírita que ouvira no dia anterior: ”Não adianta repetir frases inúteis. É sempre falta grave conferir saliência ao mal. Comentemos o bem. Destaquemos o bem.”
Inspirado por essa lembrança, ele ligou o microfone e bradou:
— Confia em Jesus!... Confia em Jesus!...
O som estava admiravelmente distribuído quando um homem triste apareceu em frente ao prédio da Loja. Tocou a campainha. Tinha a cabeleira revolta e o semblante transtornado.
O Venerável Mestre foi atender a porta, e o homem imediatamente perguntou:
— Quem mandou confiar em Jesus?
O Venerável apontou para o Mestre de Harmonia. O desconhecido dirigiu-se a ele, abrindo os braços:
— Obrigado, amigo! — exclamou.
Mostrando um revólver, ele explicou:
— Eu ia encostar o cano no ouvido, entretanto, escutei seu apelo e sustei o tiro. Queria morrer no terreno baldio ao lado deste templo, mas sua voz acordou-me. Estou desempregado há muito tempo e sou pai de oito filhos... Jesus, sim! Confiarei em Jesus!
O Mestre de Harmonia, que é diretor de uma empresa de construção, abraçou-o, com os olhos úmidos e visivelmente emocionado.
— Venha amanhã à minha empresa — disse ele ao homem. — Pode vir trabalhar amanhã.

· Texto alterado para este blog, do original: O Grito. Do livro “A vida escreve”

Referência:

* A Vida Escreve, do Espírito Hilário Silva, psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira.7ª ed. FEB. 1992

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