O santuário da palavra é formação divina e semente de luz que Deus depositou nos escrínios da alma. Ele, o Grande Geômetra, tudo fez na sequência do amor, para que seus filhos se eternizassem na felicidade. Deixou para nós a regulagem de nossos dons, que haveremos de buscar na natureza, nas experiências, através dos canais da dor, para que possamos cumprir a nossa parte na vida, perante ela. O gorjeio de sons, emitidos pelo nosso dom de falar, é uma das grandes maravilhas que nos cabe domesticar. Quem fala demais vai aos poucos perdendo o sentido das ideias alinhadas na conversa, ocupando todo o seu tempo e o seu parceiro, achando que está agradando, sem se colocar no lugar de quem ouve. Falar demais é um hábito que facilmente passa a vício, e deste à enfermidade que, no começo, requer branda disciplina. É como um filete de água que ainda não se tornou cachoeira, porém, se a Providência não acudir a tempo, o desgaste de energias e a perda de capacidade tornar te-ão pessoa indeseja...