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O Maçom Que Fala Demais

O santuário da palavra é formação divina e semente de luz que Deus depositou nos escrínios da alma. Ele, o Grande Geômetra, tudo fez na sequência do amor, para que seus filhos se eternizassem na felicidade. Deixou para nós a regulagem de nossos dons, que haveremos de buscar na natureza, nas experiências, através dos canais da dor, para que possamos cumprir a nossa parte na vida, perante ela. O gorjeio de sons, emitidos pelo nosso dom de falar, é uma das grandes maravilhas que nos cabe domesticar. Quem fala demais vai aos poucos perdendo o sentido das ideias alinhadas na conversa, ocupando todo o seu tempo e o seu parceiro, achando que está agradando, sem se colocar no lugar de quem ouve. Falar demais é um hábito que facilmente passa a vício, e deste à enfermidade que, no começo, requer branda disciplina.  É como um filete de água que ainda não se tornou cachoeira, porém, se a Providência não acudir a tempo, o desgaste de energias e a perda de capacidade tornar te-ão pessoa indeseja...

O Maçom muito calado.

                                                   Este texto nos chama da passividade para a ação. Propõe que o caminho para amar a Deus passa por amar o teu próximo,  e a conversa é a ponte. Para o Maçom, é o dever de instruir; para o Espírita, é a caridade da palavra consoladora. Eis um texto que explora este dever: por que, às vezes, conversar mais um pouco com o teu irmão é a nossa mais importante obrigação espiritual. Quando nos entregamos à exposição de idéias nos níveis superiores, é imprescindível que a fala seja acompanhada de imagens mentais da mesma natureza. A seleção dos pensamentos é para que o melhor seja traduzido em palavras e guardar para nós mesmos é egoísmo. Temos a boca também para um serviço valiosíssimo: conversar. Há certas pessoas que falam em demasia, outras falam menos do que deveriam. É destas últimas que vamos tratar nesta p...

A Sabedoria de Calar: O Silêncio, a Humildade e o Polir da Pedra Bruta

O silêncio, tão ausente hoje, é a primeira virtude ensinada ao Aprendiz Maçom, que aprende a calar para ouvir e desbastar sua pedra bruta. Na Maçonaria, ele é a ferramenta contra a maledicência e o julgamento precipitado, males que o texto aponta como um hábito de falaro que não se deve. No Espiritismo, essa mesma quietude é a base da conexão; é o silêncio da prece e da meditação que afasta as palavras vazias. É ele que permite a sintonia com as inspirações do Alto. O espírita busca a reforma íntima através da caridade e o maçom o autoconhecimento através do simbolismo. É no silêncio do orgulho que ambos encontram a humildade necessária para essa jornada. O silêncio das ingratidões, como diz o texto, desperta no iniciado a piedade. E, por fim, é dessa quietude reflexiva que brota a verdadeira ação no bem, objetivo central tanto do espírita quanto do maçom.  Eis o texto:  O silêncio faz grande falta na civilização contemporânea. Fala-se em demasia, e, por conseguinte, fala-se d...

Autodisciplina do Perfeito e sublime Maçom.

  A autodisciplina se revela como uma das virtudes mais consagradas nos preceitos do Grau 14 do Rito Escocês Antigo e Aceito. Embora o iniciado receba o título de "Perfeito e Sublime Maçom", esta denominação não significa o fim da jornada, mas sim a conclusão da primeira etapa de um longo caminho. Além da autodisciplina, o grau estimula outras virtudes essenciais: a constância, a solidariedade, a fraternidade e a discrição, esta última indispensável aos conhecedores do sagrado mistério que envolve a pronúncia do Verdadeiro Nome de Deus. Um trecho do Livro da Lei, atribuído a Paulo de Tarso, reforça essa necessidade: “ Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de algum modo a ficar reprovado ” (I Coríntios 9:27). De fato, se o corpo é uma miniatura do Universo, governá-lo torna-se imprescindível. Sendo ele a representação material da personalidade espiritual, cada um deve estar atento às suas próprias disposições. Isso ...

Liberdade almejada por Zorobabel.

Conta a lenda do Rito Escocês Antigo e Aceito que, após 70 anos de escravidão do povo judeu, Zorobabel obteve do rei Ciro II, o Grande, a permissão para retornar a Jerusalém e reconstruir o Templo. Nas ruínas, o chefe de um Conselho de adeptos contou a Zorobabel sobre as provações do povo e seu anseio pela reconstrução. Zorobabel, desejando a liberdade para si e para os seus, identificou-se com a causa. Mas a pergunta que ecoa dessa jornada é: seria a liberdade de "ir e vir" suficiente para a sublimação da alma? Liberdade! Palavra tão pronunciada pelo homem e que, na atualidade, ganha mais força. Ser livre para quê? Eis a questão fundamental. A liberdade é tão vital quanto o ar que respiramos, mas a sua forma absoluta é de difícil alcance. Todos, indiscriminadamente, estamos sujeitos a limitações: aquelas impostas pela educação, pelas leis que garantem a convivência social e, principalmente, aquelas que nós mesmos criamos, marcadas pelo nosso passado e pelas experiências viv...

PERSEVERANÇA DE ZOROBABEL

Zorobabel, personagem bíblico, foi um judeu desejoso pela libertação de seu povo, depois de décadas de escravidão. Ele conseguiu o que desejava, mas para conseguir este grande feito, foi necessário uma “grande dose” de perseverança em seus objetivos. Já disse o Mestre dos mestres, “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo”. - Jesus (Mateus, 10:22). Para nós, maçons, devemos estudar a perseverança de Zorobabel, em nosso aperfeiçoamento interior. Somente através da perseverança é que se consegue amoldar as ambições aos atos, tornando-os realizáveis, materializando-os, particularmente no que diz respeito àqueles de elevação moral, que resultam em bênçãos de qualquer natureza em favor do Espírito. (1) Os obstáculos que surgem em nossos caminhos são bênçãos de Deus a recompor as nossas forças em Cristo, de sorte a nos ajudar, sensibilizando os nossos dons, para reconhecermos a nós mesmos. Como testarmos a nossa posição diante de Deus, fora das dificuldades? Ao passarmos pelo...

AMBIÇÕES DESMEDIDAS.

                     O  aprendiz na Ordem sublime, a priori, deve exercitar sua consciência e sua alma  aspirando o  reino do céu, admitindo que tem sido prisioneiro da matéria e cego de suas paixões. Quando é retirado o véu que lhe cobre os olhos , recobre a lucidez.  O  homem tem necessidade do saber, da luz que esclareça, da esperança que  console,  da certeza que o guie e sustente. Mas tem também os meios para conhecer, a possibilidade de ver a verdade se destacar das trevas e o inundar de sua benfazeja luz. Para isso, deve se desligar dos sistemas preconcebidos, descer ao fundo de si mesmo, ouvir a voz interior que nos fala a todos, e que os sofismas não podem enganar: a voz da razão, a voz da consciência. Se a vida estivesse circunscrita ao período que vai do berço à tumba, se as perspectivas da imortalidade não viessem esclarecer sua existência, o homem não teria outra lei senão a de seus in...