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Mostrando postagens de julho, 2025

Entre templos de pedra e almas oprimidas: A antítese maçônica de Esparta.

  Esse texto, do livro “Lázaro Redivivo”, psicografado por Chico Xavier,  narra a ascensão e queda de Esparta sob a égide do autoritarismo, do militarismo extremo e da supressão do pensamento, ecoando advertências profundamente alinhadas com os princípios da Maçonaria. A instituição maçônica valoriza a liberdade, a razão, a justiça e o progresso moral e intelectual da humanidade, tudo aquilo que Esparta rejeitou em sua busca pela supremacia. Ao priorizar a força sobre o saber, o isolamento sobre a fraternidade e a obediência cega sobre a consciência livre, Esparta encarnou o oposto do ideal maçônico. O texto mostra que a glória construída sobre o despotismo e o orgulho é efêmera e que, mais cedo ou mais tarde, a razão e a dignidade humana se reerguem, mesmo entre escombros. Essa reflexão carrega um simbolismo caro à Maçonaria: a construção de um templo interior sobre fundamentos sólidos de virtude, luz e sabedoria, jamais sobre os alicerces frágeis do poder opressor. A históri...

Maçonaria transformando o passado: Quando o bem nasce da dor.

  Na imagem de quem faz rir enquanto chora, vemos uma profunda lição sobre a dualidade humana, muito presente também na jornada maçônica. Do mesmo modo como o cômico que, por trás da máscara alegre, oculta a dor, o maçom é chamado a reconhecer suas sombras e trabalhar pela própria luz interior. A responsabilidade pelas palavras, pelos gestos e pela influência exercida sobre os outros ecoa nos princípios da Maçonaria, que valoriza a retidão e o aperfeiçoamento moral. O autor do texto a seguir, tentando reparar os males semeados por suas ironias, simboliza o iniciado que, ao despertar para a verdade, decide destruir a antiga construção para edificar um novo templo interior. O julgamento apressado dos outros reflete o mundo profano que não compreende a regeneração possível pela iniciação. A verdadeira maçonaria não é o aplauso fácil, mas o silêncio laborioso de quem se reforma. Lembrando a todos nós que o passado não deve ser negado, mas redimido com obras. Os estudos maçônicos nos le...

Maçonaria e serviço: Quando o auxílio é a maior iniciação.

  Em um mundo marcado por contrastes entre luz e sombra, a verdadeira grandeza se revela na capacidade de reconhecer o próximo em cada encontro cotidiano. Seja no lar, no trabalho ou nas ruas, o outro nos interpela com a urgência do auxílio e da compreensão. A Maçonaria e os ensinamentos espíritas convergem ao valorizar o bem praticado em silêncio, sem títulos ou recompensas. O próximo não é apenas quem se alinha às nossas ideias, mas também aquele que nos desafia a crescer. Amar, nesse contexto, é um exercício diário de humildade e ação. A fraternidade se constrói nos gestos simples, e é nesse terreno que se mede a verdadeira evolução. Como ensinou o Mestre dos mestres: amar o próximo é amar a si mesmo em sua forma mais elevada. Eis o texto, “A escolha do Senhor” para figurar esse ensinamento:  Conta-se que alguns apóstolos do bem tanto se ergueram na virtude que, pela extrema sublimação de suas almas, conseguiram atingir o limiar do Santuário Resplendente do Cristo. Voltaria...

A Luz da liberdade: A jornada do Maçom ao longo da evolução humana.

  Ao longo da história humana, a liberdade tem sido tanto um anseio profundo quanto um desafio constante. Desde os tempos mais primitivos, o homem busca formas de organizar-se socialmente sem perder o sentido de si mesmo, equilibrando a força física dos líderes com o poder simbólico e espiritual dos sábios. Esse movimento revela que, mesmo sob ameaças e imposições, a liberdade pulsa como base da consciência humana. A Maçonaria, ao refletir sobre esse ideal, resgata não apenas a liberdade externa, mas sobretudo a liberdade interior, aquela que liberta o homem de suas paixões, vícios e amarras mentais. Ser livre, para o Maçom, é estar em constante lapidação do próprio ser, com respeito às ideias e aos limites do outro. Nesse contexto, liberdade não é ausência de vínculos, mas a mais nobre forma de responsabilidade. Eis um texto do livro “Os sonhos de Liberdade” de José Herculano Pires, sobre o assunto:  Toda liberdade depende das condições que lhe permitem ser livre. A liberdade...

Os pensamentos são como sementes, e a mente alheia é a terra onde os semeamos.

A responsabilidade pelos pensamentos e pelas ações é princípio fundamental tanto no Espiritismo quanto na Maçonaria, que veem no ser humano um construtor consciente do próprio destino. O texto aborda a semeadura das ideias e o retorno inevitável de suas consequências, refletindo a Lei de Causa e Efeito, também reconhecida simbolicamente nos ritos maçônicos. Assim como no processo iniciático da Maçonaria, em que o homem é chamado a despertar os potenciais adormecidos da alma, somos convidados à lapidação moral e intelectual, rumo à perfeição. A consciência, comparada a um templo interior, deve ser edificada com sabedoria, justiça e amor. A “mente alheia como terra onde semeamos” remete ao poder da influência ética e moral que cada um exerce na sociedade. Dessa forma, o texto reforça a missão maçônica de agir como agente de luz em meio às sombras da ignorância. Afinal, cada pensamento é um traço na grande arquitetura do espírito. Eis o texto de título “ Responsabilidade” sobre o assunto:...

Entre o compasso e a razão: Kant e o dever maçônico. Parte 3.

  A RAZÃO PRÁTICA Uma das coisas que impressionam em Kant, e que muito concorrem para torná-lo mais obscuro e difícil, é a constante inversão que ele faz de nossos conceitos habituais. Mas, por outro lado, esse aspecto formal serve para reafirmar o sentido revolucionário de sua doutrina. O próprio Kant se incumbiu de mostrar esse sentido, considerando-se, na Filosofia, em posição idêntica à de Copérnico na Ciência. Quando ouvimos falar de razão pura e razão prática, imaginamos que, na primeira, devemos pairar no plano da pura abstração, e na segunda, no plano do concreto. E assim é, de fato, mas não da maneira habitual com que entendemos abstrato e concreto. A razão pura, segundo a própria definição de Kant, é “a faculdade de conhecer mediante princípios a priori”, o que vale dizer que é o nosso intelecto em função de apreender o concreto. A razão prática é a nossa faculdade de orientar a ação segundo os imperativos da consciência moral. Na  Crítica da Razão Pura , Kant invest...

Entre o compasso e a razão: Kant e o dever maçônico. Parte 2.

  O PROBLEMA DO CONHECIMENTO Já vimos que Kant havia descoberto o vazio das oposições filosóficas, notando que faltava, às doutrinas opostas, um verdadeiro conteúdo. Todas elas, por assim dizer, lutavam no vácuo. O Racionalismo, por exemplo, tornara-se tão dogmático quanto a Escolástica: a partir da suposta realidade do pensamento, reconstruíra toda a Metafísica, sem primeiro provar aquela realidade, estudar sua natureza e examinar o problema de suas relações com o mundo das coisas. O Empirismo, por sua vez, voltara às teorias protagóricas do conhecimento, pondo toda a sua ênfase no problema das relações entre o pensamento e as coisas, mas não conseguira estabelecer a validade das coisas. Assim, estabelecera também uma forma de dogmatismo, que alcançara sua expressão acabada no extremado mentalismo de Berkeley, para afinal encontrar o beco sem saída do agnosticismo de Hume. Tudo isso porque ambos não tinham conteúdo. Partiam de suposições e não de verificações. Kant se propõe a des...