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Mostrando postagens de agosto, 2025

O maçom nos degraus para novos horizontes de ascensão.

  A compreensão mítica das civilizações sempre girou em torno do tripé fundamental: nascimento, morte e renascimento. Esse ciclo, longe de ser exclusivo de um povo ou época, manifesta-se universalmente nas religiões e tradições antigas e modernas. Do Egito faraônico, com Osíris e Ísis, aos mitos greco-romanos de Orfeu e Prosérpina, passando pela epopeia de Gilgamesh, as histórias sempre evocaram a transição entre vida e morte. Também nas tradições nórdicas, hindus e budistas encontramos narrativas semelhantes. No Ocidente, o Judaísmo, o Cristianismo e o Islã também incorporaram essa estrutura em figuras como Moisés, Cristo e Maomé. Essas narrativas podem ser vistas em duas categorias: as que celebram a morte como expiação e engrandecimento, e as que a compreendem como renovação cíclica. A Lenda de Hiram, no contexto maçônico, sintetiza tais tradições. Nela, a morte do mestre, pela traição de seus pares, evoca paralelos com Cristo, Osíris e outros heróis sacrificados. O corpo oculto...

Como a disciplina do pensamento pode guiar o Maçom?

  A disciplina do pensamento e a reforma do caráter são pilares fundamentais para o crescimento humano e espiritual. Vivemos diariamente rodeados de ideias, emoções e influências que moldam quem somos, mas raramente paramos para refletir sobre o poder que nossos pensamentos exercem em nossa vida. Cada ideia que nutrimos pode se transformar em luz ou sombra, em virtude ou em desordem, guiando nosso destino. Essa reflexão, presente em tradições espirituais e também na simbologia maçônica, nos convida a polir a “pedra bruta” de nosso ser, transformando-a em uma obra de harmonia e beleza. Cultivar pensamentos elevados, praticar a vigilância interior e buscar a serenidade nas provações são passos essenciais nessa jornada. É um caminho lento, mas capaz de nos conduzir à verdadeira liberdade moral.  De acordo com o livro O Problema do Ser, do Destino e da Dor , de Léon Denis, no trecho “A disciplina do pensamento e a reforma do caráter”, o autor apresenta o pensamento como força cria...

A liberdade do maçom começa no pensamento: Um olhar além das correntes.

  Na Maçonaria, a verdadeira evolução do maçom não se dá por títulos ou cargos, mas pelo domínio de si mesmo, pois a liberdade real não está na rebeldia ou na força, mas na consciência, na ética e na verdade interior. O maçom, como buscador da luz, entende que romper correntes externas é inútil se ainda estiver acorrentado internamente pelo orgulho, vaidade ou ignorância. A liberdade sem responsabilidade gera caos; a liberdade consciente, evolução. O uso da palavra, do pensamento e da ação deve sempre refletir equilíbrio e justiça. A pedra bruta só se transforma em cúbica quando o ser se liberta do ego. Assim está em um trecho do livro “ O homem integral”, psicografado por Divaldo Franco, onde se lê: “ Sentindo-se coarctado nos movimentos, o animal reage à prisão e debate-se até à exaustão, na tentativa de libertar-se. Da mesma forma, o homem, sofrendo limites, aspira pela amplidão de horizontes e luta pela sua independência. [...] A liberdade começa no pensamento, como forma de as...