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Mostrando postagens de junho, 2025

Aleijadinho e os mistérios da arte maçônica

                                                 Com base no estudo da obra  Aleijadinho – Iconografia Maçônica , de Marilei Moreira Vasconcellos, foi realizada uma análise detalhada das esculturas e do conjunto arquitetônico de Congonhas do Campo. A pesquisa, conduzida com método e rigor acadêmico, revelou simbologias maçônicas recorrentes nas obras do mestre do barroco mineiro. Elementos como colunas, romãs, triângulos e ramos de acácia foram identificados em locais estratégicos,  reforçando a hipótese de que Aleijadinho teve ligação com a Maçonaria. O conhecimento da história de Aleijadinho possibilita uma interpretação que vai além da história e da arte, perpassando pela matemática e direcionando-se para o simbolismo religioso e para as crenças desse artífice do século XVIII. Aleijadinho iniciou-se na Loja Maçônica Vida Eterna em Tejuco, Diamantina a...

A Sombra e o Templo: Jung, Espiritismo e Maçonaria

  A sombra, conceito central na obra de Carl Gustav Jung, representa o lado oculto da personalidade e revela-se como um dos mais profundos desafios do autoconhecimento. Presente tanto na psicoterapia quanto nas práticas simbólicas da Maçonaria, ela é o reflexo do inconsciente pessoal e coletivo, contendo aspectos reprimidos, mas também potencialidades esquecidas. Confrontá-la exige coragem moral e disposição para o mergulho interior. Nas reuniões maçônicas, essa dinâmica emerge discretamente, mas com força transformadora. Reconhecer e integrar a sombra é mais do que um exercício psicológico: é um processo iniciático e espiritual, conduzindo assim à reconciliação interior e à expansão da consciência. Explorá-la é enfrentar a si mesmo na busca da verdadeira essência. Eis um texto de Divaldo Franco, relacionado ao assunto:  Após a descida ao poço da depressão, que lhe abriu as portas do entendimento profundo a respeito da existência, Jung adotou o conceito dos arquétipos, mediant...

Um maçom na luta do equilíbrio entre o ego e o Self.

A luta entre ego e Self, representando a dualidade do ser humano é um tema profundamente presente nos ensinamentos maçônicos. A Maçonaria, por meio de seus ritos simbólicos e morais, propõe a lapidação do ego bruto em direção à iluminação interior. Assim como propõe o texto a seguir, a sombra não deve ser negada, mas integrada à consciência por meio da razão e do autoconhecimento. Os ideais de fraternidade, tolerância e reforma íntima ecoam no processo de ascensão do aprendiz ao mestre. A vivência das virtudes é o caminho para superar a cisão entre o homem profano e o homem espiritual. Enfim, a Maçonaria, como filosofia de vida, propõe essa unificação harmoniosa, sem máscaras. O verdadeiro iniciado é aquele que aprende a ser uno consigo mesmo, em comunhão com o divino. Eis o texto do livro Em Busca da Verdade,  por Divaldo Franco:                                       ...

Um maçom buscando a plena lucidez

  No caminho iniciático do maçom, a busca pela verdade exige mais do que retidão exterior, exige lucidez interior. O verdadeiro iniciado não se perde em exaltar virtudes nem em condenar falhas, mas busca enxergar o ser humano como um todo, com suas luzes e sombras. Assim é narrado no texto a seguir, a compreensão da própria dualidade é essencial para alcançar a integridade. O maçom, comprometido com o autoconhecimento e a evolução espiritual, aprende que não há crescimento real sem encarar suas contradições. Ele entende que a sombra, longe de ser negada, precisa ser reconhecida e integrada. É nesse processo que nasce a verdadeira sabedoria: não aquela que separa, mas a que reconcilia. Eis o texto:  Quem possui lucidez não exalta o talento, nem evidencia a inabilidade; simplesmente analisa os fatos na sua totalidade, utilizando os “olhos da equanimidade", ou seja, do entendimento, da imparcialidade e da moderação. Narra o Antigo Testamento que a divisão atingiu por inteiro a co...