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A Visão Maçônica sobre a Coexistência.

 

A Maçonaria ergue-se sobre o pilar da mais ampla tolerância, exigindo de seus adeptos o respeito inegociável por todas as crenças religiosas e convicções políticas, reconhecendo-as como igualmente legítimas e rejeitando qualquer pretensão de exclusividade ou privilégio. Ser Maçom implica, portanto, a arte de conviver com as diferenças, combatendo incessantemente os fanatismos e as paixões que dividem, para priorizar a coexistência harmônica e a evolução conjunta da humanidade. É sob a luz dessa fraternidade que acolhe a diversidade sem transigir com o erro que devemos refletir sobre o peso das opiniões e a soberania da consciência.


A vivência maçônica, essencialmente voltada para a construção do templo interior, encontra nos ensinamentos do espírito Emmanuel um prumo seguro para lidar com a influência das opiniões alheias. O maçom deve compreender que buscar a aprovação geral é "rematada loucura"; se nem mesmo Jesus, o Mestre dos Mestres, conseguiu agradar a todos, sendo visto como Salvador por Madalena e perigo por Caifás, o iniciado não deve esperar o aplauso de um mundo profano muitas vezes guiado por convenções e aparências. A verdadeira bússola do maçom não reside no ruído externo, mas no santuário divino da própria consciência. É neste silêncio interior que a voz do Grande Arquiteto se manifesta, validando se o obreiro está cumprindo seu dever e caminhando na verdade, independentemente das críticas ou incompreensões momentâneas.


Simultaneamente, essa liberdade de consciência impõe ao maçom o dever da tolerância e do respeito à individualidade do próximo. Assim como a natureza é sábia em sua diversidade, onde o gerânio difere do cravo e cada fruto tem seu tempo, a Loja e a sociedade são compostas por irmãos em diferentes faixas evolutivas. Tentar violentar a mente alheia, exigindo que os outros se moldem aos nossos caprichos ou opiniões, é um desvio da fraternidade. Deus não dá cópias, Portanto, o verdadeiro maçom abandona a violência de impor seus pontos de vista e acolhe a diversidade, entendendo que a paz de espírito reside em ser fiel à própria essência enquanto permite que o outro seja ele mesmo. Ao focar no dever e na autenticidade, deixamos que o tempo seja o único juiz de suas obras.


Referências:


Cap. 3 do livro Ceifa de luz , pelo Espírito Emmanuel, 
psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.

E

Caminho, verdade e vida, de Emmanuel, psicografia de Chico Xavier. Ed.Feb.  







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