Há irmãos que, mesmo tendo acesso à luz do conhecimento maçônico, permanecem na sombra de suas próprias limitações morais. Embora possuam noções do bem, estas não são fortes o suficiente para subjugar as manifestações do ego, como a vaidade excessiva, a agressividade e a presunção intelectual. Isso ocorre porque o acúmulo de saber não se traduz, automaticamente, em maturidade emocional. Consequentemente, vemos homens de grande cultura que falham no campo dos afetos, nutrindo orgulho e se isolando daqueles que consideram menos instruídos. Confirma-se, assim, a distância crucial entre o saber e o ser, entre o discurso e a prática, e entre a compreensão teórica e o amor que se expressa em serviço contínuo e incondicional. Assim, para complementar o entendimento, diz o texto “Nação de meninos”, da obra Notícias do Reino, de autoria de João J. Moutinho: Trinta milênios, aproximadamente, separam o homem atual do primata hominis, o habitante terreno encontrado pelos Espíritos migrados de...