A Loja Maçônica União e Silêncio, por meio de seu Venerável Mestre, posiciona-se em defesa do Esperanto como a língua internacional apta a fomentar a família universal, comprometendo-se a incentivar sua adoção como segunda língua entre os maçons do Distrito Federal. Essa iniciativa fundamenta-se nas características singulares do Esperanto, que, por sua estrutura, apresenta uma curva de aprendizado dez vezes mais rápida e fácil do que idiomas naturais. Reconhecida oficialmente pela ONU e pela UNESCO, a língua é um organismo vivo utilizado por cerca de dois milhões de pessoas em 115 países, figurando entre as 300 mais faladas mundialmente. A vitalidade do Esperanto é atestada por sua vasta produção cultural, que abrange literatura, cinema, conteúdos digitais e transmissões radiofônicas, além de constantes encontros internacionais que promovem o intercâmbio de ideias e sentimentos entre seus falantes desde 1887.

No longa-metragem *O Grande Ditador*, de 1940, o ator e cineasta Charlie Chaplin utilizou o Esperanto em diversos letreiros de casas comerciais situadas no bairro judeu, como a inscrição "Vestaĵoj Malnovaj" (roupas velhas). O uso do idioma pelo cineasta, que interpretou papéis duplos nesta que foi sua primeira obra falada, é interpretado de diferentes formas por estudiosos. Alguns sugerem que Chaplin adotou o Esperanto como um recurso para representar a diversidade cultural do gueto através de uma língua neutra e com sonoridade estrangeira. Por outro lado, há a hipótese de que a escolha tenha sido uma forma de resistência, visto que o idioma foi banido pelo regime nazista, que perseguia esperantistas sob a acusação de que a língua serviria como um código secreto para judeus e maçons dominarem o mundo.
A língua é celebrada como um elo de tolerância, incentivando o respeito mútuo entre todos os credos. Ao ser estudado e amado, o idioma contribui para a construção de um futuro pautado na compreensão e na felicidade dos povos.
Zamenhof possuía muita resiliência, pois transformou dificuldades pessoais em força para consolidar uma obra que visa conectar o intelecto e o coração da humanidade.
Como é mencionado no livro: “Além da morte”, psicografado por Divaldo Franco, onde lê-se os trechos:
“…na cidadezinha polonesa de Bjalistok surgia a alma luminosa de Lázaro Ludovico Zamenhof. Descendo ao vale humano logo após as sanguinolentas lutas levadas a cabo pelo insolente Imperador francês com o imenso Império Moscovita que então dominava a Polônia, tantas vezes dividida entre a Áustria, a Prússia e a Rússia, Zamenhof conduziria a flâmula ardente do ideal da compreensão humana, para desfraldá-la, mais tarde, vestida da mensagem imperecível do Esperanto, o demolidor dos bastiões linguísticos. Do seio da escravidão desse povo sofredor, que vivia no tumulto de línguas e dialetos que reunidos somavam a mais de duzentos, o mundo receberia, como recebeu, a 15 de dezembro de 1859, o Missionário do Idioma Internacional.”
“…Depois de inauditas dificuldades - prosseguiu o erudito orador -, retornando de Moscóvia para onde rumara a fim de doutorar-se em Medicina, teve a imensurável angústia de saber que seu pai, zelando pelo bom nome da familia, incinerara aqueles papeis que, acreditava, fossem apenas o fruto imaturo do cérebro incendido de jovem inexperiente e entusiasta.
O gigante, porém, não tomba ante dor tão grande. Antes, levanta-se e recompila, com mais acendrado amor, a obra monumental que o imortalizou nas sendas do porvir. Com 28 anos de idade, lança seu primeiro livro, filho de incansáveis labores, e o mundo desperta para uma nova era. Zamenhof informaria, mais tarde, que a atitude de seu pai somente lhe conferira ensejo de revisar, aprimorar, fortalecer o Esperanto, sendo, portanto, um grande bem antes que um mal."
Assim, o Esperanto é elevado a uma missão de amor, funcionando como um mensageiro da paz que auxilia na superação do vício e da intolerância. Mesmo diante de injustiças ou ridicularizações, o convite é para prosseguir com o ideal, mantendo a certeza de que a união através do idioma promove o progresso espiritual. Em última análise, a língua é vista como uma mensagem do Mestre dos mestres, Jesus, ao mundo, um instrumento vital para o entendimento universal entre todos os seres.
FRANCO, Divaldo Pereira (médium); GONÇALVES, Otília (espírito). Além da Morte. Salvador: LEAL, 2021.
http://esperantoilustrado.blogspot.com.br/2012/08/curiosidades-esperantistas-charles.html
Muito bom, meu ir:.
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