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Esperanto e sua utilidade nas Lojas maçônicas no mundo.

O Esperanto é uma língua internacional e neutra.

Uma segunda língua para todos. A ideia-base do Esperanto foi lançada pelo médico polonês aos 28 anos, Dr. Lázaro Zamenhof, em 1887, há mais de 125 anos. Desde então, o projeto de língua planejada transformou-se em uma língua viva, com cultura própria, mas internacional, e até mesmo com falantes nativos. Apesar de Zamenhof, constar em algumas listas de maçons famosos, não há documentos, até agora, que provem ele ter pertencido à Sublime Ordem.
O Esperanto não pertence a nenhuma nação e pertence a todos. A proposta do Esperanto é que cada povo continue a falar sua língua materna e use o Esperanto nas comunicações internacionais.

Assim como no meio espírita, o Esperanto deveria ser mais divulgado nas ordens maçônicas. Seria de muito bom termo para os maçons, o estudo desta língua para futuros encontros com outros irmãos ao redor do globo. O problema do idioma, já não seria mais um entrave à participação de qualquer obreiro em qualquer Loja estrangeira.

Eis um trecho de uma declaração formulada pela Loja Maçônica União e Silêncio (DF), versando sobre o reconhecimento do esperanto como verdadeira língua internacional: 

DECLARAÇÃO DE RECONHECIMENTO DO ESPERANTO COMO A VERDADEIRA LÍNGUA INTERNACIONAL.
  
"Como se sabe, o homem se dirige para o universalismo e a língua é um fator importante. A diversidade dos idiomas, porém, é um dos maiores obstáculos contra a formação da tão esperada nação humana universal. 
O Esperanto se presta a esse importante papel e vem demonstrando seu valor há 112 anos. Com efeito, possibilita a ligação dos homens além das barreiras linguísticas e culturais. 
Estamos no limiar de uma fase de progresso para a humanidade, desenhando-se, pois, grandioso campo de serviços, que exigirá a atuação firme e corajosa da Maçonaria. 
Impõe-se, portanto, a união entre a Maçonaria e o movimento esperantista, os quais deverão trabalhar, juntos, pelos ideais de luz, paz, concórdia e fraternidade. 
Não há dúvida de que o Esperanto é a solução para o problema da comunicação entre os povos da terra, por ser um idioma neutro, moderno, sonoro, regular, fonético, simples e de mais fácil aprendizagem. O Esperanto, em suma, reflete a esperança de um mundo mais justo e pacificado, plenamente de acordo com os fins supremos da Maçonaria: LIBERDADE, IGUALDADE e FRATERNIDADE.”

A Loja Maçônica União e Silêncio, por meio de seu Venerável Mestre, posiciona-se em defesa do Esperanto como a língua internacional apta a fomentar a família universal, comprometendo-se a incentivar sua adoção como segunda língua entre os maçons do Distrito Federal. Essa iniciativa fundamenta-se nas características singulares do Esperanto, que, por sua estrutura, apresenta uma curva de aprendizado dez vezes mais rápida e fácil do que idiomas naturais. Reconhecida oficialmente pela ONU e pela UNESCO, a língua é um organismo vivo utilizado por cerca de dois milhões de pessoas em 115 países, figurando entre as 300 mais faladas mundialmente. A vitalidade do Esperanto é atestada por sua vasta produção cultural, que abrange literatura, cinema, conteúdos digitais e transmissões radiofônicas, além de constantes encontros internacionais que promovem o intercâmbio de ideias e sentimentos entre seus falantes desde 1887.


Hoje, principalmente na Europa e na China, o Esperanto é matéria de estudo em diversas escolas e universidades. Na Polônia, uma das maiores universidades do país, a Universidade Adam Mickiewicz, em Poznan, oferece um curso de pós-graduação de três anos na área da linguística dado completamente em Esperanto. Na Hungria, o Centro de Ensino Avançado de Idiomas, da Universidade Eötvös Loránd, em Budapeste, responde pela certificação de proficiência em Esperanto para toda a União Européia. Em San Marino, an Academia Internacional das Ciências San Marino, uma das universidades daquele país, tem o Esperanto como única língua oficial.

Uma curiosidade sobre a perseguição que sofriam os maçons e esperantistas, pelos nazistas:


No longa-metragem *O Grande Ditador*, de 1940, o ator e cineasta Charlie Chaplin utilizou o Esperanto em diversos letreiros de casas comerciais situadas no bairro judeu, como a inscrição "Vestaĵoj Malnovaj" (roupas velhas). O uso do idioma pelo cineasta, que interpretou papéis duplos nesta que foi sua primeira obra falada, é interpretado de diferentes formas por estudiosos. Alguns sugerem que Chaplin adotou o Esperanto como um recurso para representar a diversidade cultural do gueto através de uma língua neutra e com sonoridade estrangeira. Por outro lado, há a hipótese de que a escolha tenha sido uma forma de resistência, visto que o idioma foi banido pelo regime nazista, que perseguia esperantistas sob a acusação de que a língua serviria como um código secreto para judeus e maçons dominarem o mundo.




O Esperanto é uma ferramenta fundamental de integração e fraternidade entre as almas, transcendendo as barreiras linguísticas e religiosas impostas na Terra, cujo nome significa "o que espera", atestando sua robusta força de confiança no futuro...


A língua é celebrada como um elo de tolerância, incentivando o respeito mútuo entre todos os credos. Ao ser estudado e amado, o idioma contribui para a construção de um futuro pautado na compreensão e na felicidade dos povos. 


Zamenhof possuía muita resiliência, pois transformou dificuldades pessoais em força para consolidar uma obra que visa conectar o intelecto e o coração da humanidade.

Como é mencionado no livro: “Além da morte”, psicografado por Divaldo Franco, onde lê-se os trechos:


“…na cidadezinha polonesa de Bjalistok surgia a alma luminosa de Lázaro Ludovico Zamenhof. Descendo ao vale humano logo após as sanguinolentas lutas levadas a cabo pelo insolente Imperador francês com o imenso Império Moscovita que então dominava a Polônia, tantas vezes dividida entre a Áustria, a Prússia e a Rússia, Zamenhof conduziria a flâmula ardente do ideal da compreensão humana, para desfraldá-la, mais tarde, vestida da mensagem imperecível do Esperanto, o demolidor dos bastiões linguísticos. Do seio da escravidão desse povo sofredor, que vivia no tumulto de línguas e dialetos que reunidos somavam a mais de duzentos, o mundo receberia, como recebeu, a 15 de dezembro de 1859, o Missionário do Idioma Internacional.”


“…Depois de inauditas dificuldades - prosseguiu o erudito orador -, retornando de Moscóvia para onde rumara a fim de doutorar-se em Medicina, teve a imensurável angústia de saber que seu pai, zelando pelo bom nome da familia, incinerara aqueles papeis que, acreditava, fossem apenas o fruto imaturo do cérebro incendido de jovem inexperiente e entusiasta.

O gigante, porém, não tomba ante dor tão grande. Antes, levanta-se e recompila, com mais acendrado amor, a obra monumental que o imortalizou nas sendas do porvir. Com 28 anos de idade, lança seu primeiro livro, filho de incansáveis labores, e o mundo desperta para uma nova era. Zamenhof informaria, mais tarde, que a atitude de seu pai somente lhe conferira ensejo de revisar, aprimorar, fortalecer o Esperanto, sendo, portanto, um grande bem antes que um mal."


Assim, o Esperanto é elevado a uma missão de amor, funcionando como um mensageiro da paz que auxilia na superação do vício e da intolerância. Mesmo diante de injustiças ou ridicularizações, o convite é para prosseguir com o ideal, mantendo a certeza de que a união através do idioma promove o progresso espiritual. Em última análise, a língua é vista como uma mensagem do Mestre dos mestres, Jesus, ao mundo, um instrumento vital para o entendimento universal entre todos os seres.



Referências :

FRANCO, Divaldo Pereira (médium); GONÇALVES, Otília (espírito). Além da Morte. Salvador: LEAL, 2021.

http://esperantoilustrado.blogspot.com.br/2012/08/curiosidades-esperantistas-charles.html
http://freemasonry.bcy.ca/biography/zamenhof_l/zamenhof_l.html


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