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Mostrando postagens de janeiro, 2026

Agonia dos formalismos: Maçonaria, religião e a humildade diante da evolução multimilenar

  O maçom que veste seus símbolos para uma sessão na loja repete processos antiquíssimos, refinados pela tradição humana. Em um mundo onde rituais e palavras ainda moldam crenças e comportamentos, este artigo propõe uma reflexão profunda sobre as origens evolutivas do formalismo religioso e social. Inspirado nas ideias de J. Herculano Pires em Agonia das Religiões , exploramos como ritos, presentes na Maçonaria, nas igrejas e até em cerimônias acadêmicas, não surgem de revelações divinas, mas do impulso vital bergsoniano que atravessa espécies animais e culmina no homem. Animais já praticam rituais e formas primitivas de “palavras”, usando o corpo ou objetos naturais como instrumentos, conforme evidências do biólogo Remy Chauvin. Humanos refinam esses processos ancestrais, do fogo e fumaça como sinais primitivos aos paramentos sacerdotais e símbolos maçônicos, refletindo ritmos da Natureza, como estações e gerações, segundo Blavatsky, Frazer e outros. No Espiritismo, isso aponta pa...

Maçom andarilho ou peregrino?

  Sob o céu infinito da existência, cada alma trilha uma estrada: somos peregrinos ou meros andarilhos? Ambos carregam nos pés as marcas da jornada longa, o peso das pedras e o cansaço das noites sem luar. Mas no coração do peregrino brilha uma chama serena: a intenção clara, o olhar que transforma o caminho em templo. O andarilho vagueia sem bússola, deixando que o vento passe sem mover-lhe a essência; o peregrino, porém, faz de cada passo uma escola de luz, um burilamento amoroso da alma. Quando esquecemos nossa natureza peregrina, a vida se torna cinza e sem eco; ao despertarmos para ela, cada gesto de fraternidade, cada escolha de bem, cada abraço dado ou recebido vira degrau de luz. Quando esquecemos nossa condição de peregrinos, a vida se torna mero cansaço e tédio. Ao recordá-la, cada escolha no lar, no trabalho, na fraternidade ganha, enfim, um sentido sagrado. Você, sendo um maçom, de que modo tem caminhado ultimamente? Como peregrino consciente ou como andarilho distraído...